A grana está curta? Conheça 6 tipos de financiamento estudantil

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Entrar para uma faculdade e realizar o sonho de ter um diploma é a meta de muitos brasileiros. No entanto, nos dias de hoje, arcar com os custos de um curso superior não é algo muito fácil para a grande maioria das pessoas. A boa notícia é que existem alternativas para não abandonar esse objetivo, como um financiamento estudantil.

É possível realizar o desejo de estudar em uma boa universidade com o auxílio dos financiamentos, que funcionam como um empréstimo e permitem que o valor do curso seja parcelado em várias vezes.

Se sua grana está curta e você não quer abandonar o seu sonho de estudar, continue a leitura e conheça 6 tipos de financiamento estudantil e como eles funcionam!

Como funciona um financiamento estudantil?

O financiamento estudantil é um tipo de empréstimo para estudantes que não têm condições econômicas de arcar com as mensalidades durante o curso. Ao contratar esse serviço, o aluno consegue pagar o saldo devedor em prazos maiores e só depois de formado. Pode ser uma ótima opção, por exemplo, para aqueles que desejam ingressar em cursos com valores mensais muito altos.

De qualquer forma, lembre que você estará pegando um empréstimo, mesmo a juros baixos. Por isso, faça algumas considerações antes de fechar o contrato. Mesmo pagando depois de formado e em diversas parcelas, o valor total investido será maior.

1. FIES

O mais conhecido dos financiamentos estudantis no Brasil, sem sombra de dúvidas, é o Financiamento Estudantil do Governo Federal (FIES). Ele está entre as alternativas mais procuradas por quem quer fazer uma faculdade.

Para ter direito ao FIES, é necessário seguir algumas regras do programa:

  • fazer a prova do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio);

  • tirar nota mínima de 450 pontos e não zerar na redação do ENEM;

  • participar da seleção no site oficial do programa.

O FIES teve algumas modificações e adotou novas regras a partir de 2018. Agora, existem três tipos de financiamento. No entanto, de forma geral, o programa abrange estudantes residentes em qualquer lugar do país, o que faz diferença para ser classificado em uma das modalidades de financiamento é apenas a renda familiar do candidato.

Ocorreram mudanças também no prazo de pagamento. Atualmente, o período de carência de 18 meses após a conclusão do curso é desconsiderado. Além disso, as prestações são descontadas diretamente do salário do estudante, assim que ele começa a trabalhar (o valor da prestação será de 30% do salário).

2. Financiamentos bancários

Caso você não consiga a aprovação no programa do Governo Federal, alguns bancos também disponibilizam auxílio financeiro para estudantes. Por meio desse crédito privado, é possível parcelar até 100% do curso.

No entanto, é preciso analisar as particularidades do financiamento de algumas instituições, já que muitas oferecem essa opção apenas para estudantes de faculdades conveniadas.

Os financiamentos privados não exigem que o estudante tenha realizado o ENEM, sendo comum a análise para a contratação do auxílio realizada mediante a apresentação de documentos e da efetivação da matrícula.

É preciso também verificar as reais condições de financiamento fornecidas pelos bancos, pois eles financiam seu curso, mas nem sempre esse parcelamento compensa. Isso porque, comumente, esse serviço privado cobra juros mais elevados do que o FIES.

3. Financiamentos oferecidos pelas próprias faculdades

Outra alternativa para não abandonar seus estudos por falta de grana é o financiamento estudantil feito pela própria universidade. Isso mesmo, algumas instituições de ensino superior fornecem seu próprio sistema de parcelamento para auxiliar o estudante.

Essa opção permite que o aluno pague pelos seus estudos de uma forma mais leve, que é realizada geralmente mediante o financiamento das mensalidades. Nessa modalidade também não é necessário que o estudante tenha realizado o ENEM.

4. PEP (Parcelamento Estudantil Privado)

O Programa Estudantil Privado agrega algumas instituições, para contratá-lo é preciso ingressar em alguma delas. Escolhida a faculdade, o aluno decidirá o tipo de financiamento, já que existem três disponíveis, porém nenhum deles cobre o valor integral. Todos eles começam a cobrar as mensalidades após a conclusão do curso. Vejamos quais são:

  • PEP 25: 70% do valor da mensalidade é financiado, e os outros 30% ficam sob responsabilidade do aluno;
  • PEP 30: ao contrário do anterior, o estudante arca com 70% do valor da mensalidade e financia o restante;
  • PEP 50: o aluno financia metade da mensalidade e paga os outros 50%.

Para saber se você está apto a participar desse modelo de financiamento e fazer a inscrição, basta acessar o site.

5. PraValer

Essa modalidade está conveniada com mais de 300 faculdades e universidades brasileiras e funciona de forma semestral. Após ingressar no curso desejado, as mensalidades do semestre são pagas pela instituição financiadora, e o estudante tem até 6 meses após o semestre para quitar a dívida. Caso o aluno deseje e não atrase nenhuma mensalidade, é possível renovar o crédito.

Para se cadastrar, basta acessar o site e comprovar um responsável com renda maior que um salário mínimo ao mês e que não tenha nome “sujo” no SPC/Serasa. Nesse mesmo site, você consegue fazer uma simulação para saber o quanto despenderá por mês. Uma das vantagens do programa é que não é necessário ter participado do ENEM.

6. Educa Mais Brasil

Esse modelo atua no mercado estudantil há mais de dez anos e tem parceria com 25 mil instituições de ensino, englobando cursos superiores, técnicos, preparatórios para concursos, pré-vestibulares e colégios, incluindo modalidades semipresencial e a distância.

Os futuros estudantes passam por uma avaliação de condições financeiras para serem aprovados. Para isso, é preciso acessar o site, procurar pelo curso desejado e conferir as bolsas disponíveis na instituição de ensino. É possível fazer essa busca filtrando por cidade e curso desejado.

O aluno consegue encontrar, dependendo do curso e da instituição, descontos de até 70%, que são garantidos até a finalização da graduação. Tendo passado na avaliação de condições financeiras e nos processos solicitados pela instituição, como o vestibular, o estudante deve realizar o pagamento da pré-matrícula, com boleto ou cartão de crédito.

A taxa administrativa para cada renovação corresponde a 50% do valor da mensalidade na época da contratação da bolsa, corrigido pelo INPC até a data do seu efetivo pagamento.

Como você pôde ver, existe sempre uma alternativa para se manter nos estudos mesmo diante da falta de dinheiro. Se o seu sonho é fazer uma faculdade para ter uma profissão reconhecida, mas você está passando por dificuldades financeiras, escolha um dos tipos de financiamento estudantil listados e siga a sua meta!

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