Carreira

Como funciona a residência em cirurgia geral?

Se você se decidiu pela faculdade de Medicina, já deve saber que há muitas áreas nas quais pode se especializar. São mais de 50 especializações diferentes, e uma boa parte delas tem como pré-requisito uma residência em cirurgia geral.

De fato, isso significa que não vão faltar oportunidades no seu caminho entre o vestibular e o sucesso profissional na área de Medicina, o que, com certeza, vai transformá-lo em um profissional altamente qualificado!

A residência é tida por muitos médicos e estudantes como aquele momento da formação em que o caminho profissional é efetivamente escolhido. Afinal, é nela que se solidificam os conhecimentos teóricos adquiridos durante o curso e se apresentam oportunidades de contato com diversas áreas médicas no atendimento. Isso permite ao médico caminhar para a escolha da sua especialidade.

Neste texto, vamos falar um pouco sobre a residência em cirurgia geral, uma das áreas com maior procura pelos médicos na hora de se especializar. Leia até o fim e saiba como a cirurgia geral pode ser o seu futuro na Medicina

Residência em cirurgia geral

Como ingressar?

Assim como o vestibular de Medicina, o processo avaliativo para ingressar em uma residência é bem concorrido. A cirurgia geral é a terceira especialização mais procurada na área médica no Brasil.

Para ingressar na residência, você deverá fazer uma avaliação teórica. Podem também ser exigidas avaliações práticas, análise de currículo e entrevista. A maior parte das vagas são oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em hospitais universitários ou outros hospitais públicos da rede de atenção à saúde.

Como funciona?

A residência em cirurgia geral é uma área de acesso direto, isto é, não é preciso nenhuma outra especialização para ingressar nela.

Os residentes da área são treinados para lidar com diversas condições que afetam qualquer área do corpo e necessitam de intervenção cirúrgica. O cirurgião é o responsável pelas intervenções cirúrgicas realizadas em pacientes que sofreram acidentes ou vítimas de doenças, que necessitam de um tratamento mais invasivo.

A cirurgia geral abrange mais comumente abdome, seios, vasos periféricos, pele e pescoço. O cirurgião geral precisa estar familiarizado com os outros sistemas para encaminhar os pacientes para outra especialidade cirúrgica quando necessário.

O mais comum é que os médicos concluam a residência em cirurgia geral e depois avancem para a residência em cirurgias específicas, como:

  • cirurgia vascular;
  • cirurgia torácica;
  • cirurgia urológica;
  • cirurgia pediátrica;
  • cirurgia plástica; 
  • cirurgia de cabeça e pescoço.

O que é aprendido?

Ao final da residência, o cirurgião geral deve estar apto a:

  • fazer o diagnóstico das principais patologia cirúrgicas;
  • fazer a avaliação e preparo do paciente antes da cirurgia;
  • indicar cirurgias eletivas (que devem ser feitas mas não são urgentes) e cirurgias de emergência;
  • fazer cirurgias eletivas e de emergência e outros procedimentos cirúrgicos menores; e
  • dar assistência aos pacientes internados em enfermarias cirúrgicas.

Quem deve fazer?

A formação em cirurgia geral requer dedicação e tempo do médico. Se você escolher seguir essa área, deve estar disposto a enfrentar muitas horas de estudo e trabalho, sabendo que é preciso atualização constante na área. Será preciso abdicar de momentos com a família e com os amigos temporariamente.

É uma especialidade indicada para aquelas pessoas com habilidades manuais e que gostam de realizar procedimentos, além de ser preciso saber lidar com situações de emergência e atuar sob pressão.

Duração e remuneração 

A duração da residência varia conforme a especialidade. No caso da residência em cirurgia geral, são 2 anos. O valor pago por mês ao médico residente é igual para qualquer especialidade: bolsa auxílio de R$ 3.330,43, podendo ser acrescida de auxílio-moradia e alimentação. 

Considerando que a residência é um tipo de pós-graduação, isso coloca os médicos em uma posição privilegiada, já que outros profissionais costumam pagar para se especializar!

A carga horária da residência é de 60 horas semanais. Porém, na prática, é comum que os residentes de cirurgia geral cumpram mais horas por semana, devido a plantões noturnos e cirurgias prolongadas. Por lei, 20% dessa carga horária deve ser teórica (aulas, discussões de artigos, apresentação de seminários) e 80% prática em campo.

A lei proíbe plantões maiores que 24 horas, e o médico tem direito a 30 dias de férias por ano.

Após a formação, o cirurgião geral costuma continuar com uma carga horária de trabalho puxada, mas, em compensação, essa especialidade médica é a segunda mais bem remunerada no Brasil.

É uma especialidade que está sempre precisando de profissionais nos hospitais públicos e particulares, de forma que, geralmente, os cirurgiões encontram trabalho com facilidade.

Vantagens e desvantagens

Vantagens

As vantagens em se realizar qualquer residência médica são muitas: como dissemos, a residência médica é considerada um tipo de pós-graduação. Isso é muito vantajoso para o médico que, além de não ter nenhum custo, ainda recebe uma ajuda financeira para fazê-la.

Outra vantagem é que, durante a residência, há bastante espaço para as atividades práticas, o que permite que o profissional saia realmente preparado para atuar na área profissional que escolher. Muitos médicos afirmam que aprenderam a exercer a profissão verdadeiramente durante o período de residência — uma experiência para a vida inteira!

Algumas vantagens específicas de se realizar a residência em cirurgia geral são:

  • essa residência abre diversas portas para o ingresso em residências de cirurgias específicas;
  • a cirurgia geral proporciona um vasto campo de atuação com diferentes procedimentos, assim você não corre o risco de ficar entediado com a própria profissão;
  • assim como em qualquer outra área médica, o cirurgião tem uma grande possibilidade de ajudar o próximo e um grande retorno emocional por parte dos pacientes e familiares; e
  • é uma ótima especialidade para quem tem habilidades manuais e gosta de as colocar em prática.

Desvantagens

Atualmente, a única desvantagem da residência no Brasil é a dificuldade de se conseguir vagas. Embora esse cenário deva mudar em breve, o número de vagas anual ainda é menor que o número de formados. Por essa razão, é recomendável que médicos recém-formados façam um curso preparatório antes de fazer suas provas de residência, para garantir sua vaga na especialidade escolhida. 

A residência em cirurgia geral apresenta algumas desvantagens quando comparada às residências em outras áreas. Elas são:

  • costuma ser uma residência mais cansativa, pela característica do trabalho em si (cirurgias) e quantidade de horas em pé;
  • as cirurgias têm hora para começar, mas não para acabar, de forma que você nem sempre saberá quando vai voltar para casa do hospital;
  • o tempo de formação se torna maior que das outras especialidades, quando se resolve fazer outra residência em cirurgia específica; e
  • é preciso sempre estar muito atento e focado, pois erros em cirurgias têm maior impactos que erros na prática clínica.

O nível de aprendizado de uma residência médica em cirurgia geral a torna inesquecível: todo médico lembra dessa época como cansativa, mas também intensa, transformadora e motivadora. Se escolheu a Medicina, você é do tipo que gosta de desafios, certo?

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