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Quer entender como funciona o Fies? Tire suas dúvidas agora!

Você já pensou em cursar uma graduação em uma instituição de ensino renomada? Porém, o alto preço das mensalidades foi um obstáculo para que isso acontecesse? Saiba que existe o Fies — Fundo de Financiamento Estudantil —, que pode ajudá-lo a dar esse primeiro e importante passo em sua carreira.

Por essa razão, é preciso ficar atento a algumas normas de seleção. Principalmente, porque em 2019 algumas mudanças aconteceram nesse programa de financiamento. Mas, não se preocupe! Este artigo vai esclarecer como funciona o Fies para que você consiga participar do próximo processo seletivo. Continue a leitura e comece já a tirar as suas dúvidas!

O que é e como funciona o Fies?

O Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do Governo Federal que foi criado pelo Ministério da Educação (MEC) para facilitar o acesso de jovens ao ensino superior. Desde 1999, o Fies oferece diferentes tipos de financiamento para que pessoas de baixa renda possam estudar em faculdades da rede privada.

A ideia é que o jovem possa arcar com as despesas da mensalidade e, depois da graduação, com o diploma em mãos, devolver o valor recebido por meio de parcelas mensais. Porém, para conseguir o financiamento é preciso atender a alguns critérios, que serão abordados a seguir.

Quem pode participar do Fies?

Um dos principais requisitos para participar do Fies é que o jovem pertença a uma família de baixa renda. No entanto, as novas modalidades apresentadas para 2019 oferecem diferentes tipos de taxa de acordo com a renda familiar. Para verificar se você se enquadra em todas as determinações, veja quais são:

  • ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em qualquer ano a partir de 2010;

  • não ter zerado a redação do Enem;

  • ter atingido nota superior a 450 pontos;

  • não ter renda bruta familiar acima de 5 salários-mínimos;

  • ter sido selecionado no processo seletivo do Ministério da Educação.

Quais são os cursos que participam do Fies?

Assim como os alunos, a instituição escolhida também deve atingir alguns requisitos básicos, como ter nota igual ou superior a 3 no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Vale ressaltar que o programa de financiamento estudantil contempla apenas os cursos presenciais, deixando de fora os cursos oferecidos a distância.

A lista das instituições de ensino e cursos que são contemplados com o programa é atualizada a cada edição do Fies e pode ser examinada pelo candidato, durante o período das inscrições.

Quais são as modalidades do programa?

Aqui está a principal mudança realizada para 2019! Anteriormente, todas as vagas tinham a mesma taxa (6,5%), hoje, são três modalidades diferentes, com variadas taxas de juros para o financiamento. Veja quais são os critérios para cada uma delas:

Fies 1

  • 100 mil vagas ofertadas;

  • renda familiar de até 3 salários-mínimos;

  • taxa de juros real igual a zero.

Fies 2

  • 150 mil vagas;

  • renda familiar de até 5 salários-mínimos;

  • vagas para as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste;

  • taxa de juros variável.

Fies 3

  • 60 mil vagas;

  • renda familiar de até 5 salários-mínimos;

  • vagas para todo o país;

  • taxa de juros variável.

Essas novas regras, no entanto, só valem para os contratos assinados em 2019. Financiamentos conseguidos em anos anteriores permanecem com as mesmas resoluções de quando foram estabelecidos.

Como pagar o financiamento de volta?

A forma de devolver o dinheiro ao fundo também foi alterada. Até 2018 o pagamento era feito por meio de boleto bancário enviado pelo correio. Com as novas regras, as cobranças serão feitas diretamente na folha de pagamento do beneficiário quando conseguir um emprego. O valor da parcela mensal não pode ultrapassar 10% da renda.

Além disso, é importante ressaltar que hoje, o período de carência do Fies acaba no mês seguinte a formatura do beneficiário, ou seja, o pagamento do FIES pode começar a ter que ser efetuado no mês seguinte ao término do curso, caso o estudante já tenha um emprego formal.

Diferentemente do que acontecia até 2018, o pagamento só poderia começar a ser realizado após 18 meses a partir da conclusão do curso. Enquanto o jovem estiver na faculdade, no entanto, ele pagará apenas um valor referente ao encargo operacional do contrato a cada três meses.

O beneficiário que não tiver renda ou, ainda, que perder o emprego, poderá quitar as prestações do financiamento por meio de pagamentos mínimos mensais. Essa regra também vale para quem desistir do curso.

A dívida total deve ser quitada em, no máximo, 14 anos. Essas novas regras foram criadas, entre outras razões, para diminuir a inadimplência. Assim, o dinheiro pode voltar ao fundo e mais pessoas serão beneficiadas com o programa.

Como fazer a inscrição no Fies?

Normalmente, o Fies acontece em dois períodos do ano, no início do primeiro e no início do segundo semestre. Em 2019, o primeiro tempo de inscrição aconteceu em fevereiro e o segundo, entre meados de junho e terminou no dia primeiro de julho.

Para dar início ao processo o estudante deve acessar o Fies por meio do site do MEC e informar alguns dados, como o CPF e a data de nascimento. Depois, o participante receberá um e-mail para a confirmação de cadastro e então será preciso preencher o formulário com os dados pessoais e as informações do curso.

Se o candidato for selecionado na primeira etapa, ele vai ter que fazer uma nova inscrição no SisFies e apresentar os dados do financiamento. A partir daí é preciso procurar a instituição de ensino para validar as informações na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA), responsável por tratar de todas as questões relacionadas ao Fies dentro das faculdades.

Essa é a última etapa antes de fechar o contrato. Com todas essas fases concluídas, o beneficiário deve comparecer ao Banco do Brasil ou à Caixa Econômica com o fiador para negociar os detalhes do financiamento. Saiba quais são os documentos necessários:

  • documento de identificação com foto;

  • CPF;

  • comprovante de residência;

  • documento de regularidade de inscrição (DRI).

O fiador também precisará mostrar a documentação pessoal. É importante ressaltar que o cônjuge do estudante não pode ser o fiador, que deve ser cidadão brasileiro ou português, e que o financiamento pode ser de 10% a 100% do valor da mensalidade. 

No entanto, ele não pode ultrapassar o limite de R$ 7 mil, montante já atualizado pelo MEC. Por isso, o tipo de contrato dependerá, entre outros fatores, da renda familiar bruta do estudante.

Ficam impedidos de participar da seleção os estudantes que estiverem com a matrícula trancada na instituição de ensino, que já foram beneficiados pelo Fies, inadimplentes com o Programa de Crédito Educativo e beneficiários de bolsa integral do Prouni.

Você sabe como é calculada a nota corte do Fies?

A nota utilizada no Fies considera 3 critérios:

  • número de vagas que estão disponíveis para o curso;

  • número de inscritos para as vagas do curso;

  • nota do ENEM dos inscritos para o curso.

As maiores notas vão preenchendo as primeiras vagas disponíveis para o curso. Por exemplo, se você escolheu fazer o Bacharelado em Direito e existem 20 vagas disponíveis no Fies para o curso, as primeiras vagas vão sendo preenchidas pelas maiores notas do ENEM daqueles inscritos que também querem cursar a faculdade de Direito.

Ainda utilizando esse exemplo, a nota corte corresponde à nota conquistada pelo último candidato que conseguiu o financiamento estudantil para cursar a graduação em Direito. Os inscritos nesse curso, que ficaram abaixo do valor mínimo, serão desclassificados e devem ficar de olho na lista e espera.

Durante o período em que as inscrições estão abertas, o candidato tem a chance de acompanhar a uma nota parcial de corte referente ao curso no qual pretende se inscrever.

Qual é a diferença entre o Fies e bolsa de estudo?

O FIES é um financiamento estudantil organizado e concedido pelo Governo Federal, que funciona como um empréstimo, com condições favoráveis para realização do pagamento, tais como, taxa de juros acessíveis, parcelas mensais realizáveis, tempo relativamente amplo para quitar o pagamento e ainda outras vantagens.

Porém, existem outros programas de bolsas que podem ser oferecidas pela iniciativa privada. As bolsas estudantis podem pagar, de forma parcial ou integral (algumas cobrem 100% da mensalidade), os seus estudos, sem a necessidade de pagamentos posteriores dessas mensalidades.

Essas bolsas são concedidas por meio de editais e podem ter como critérios para concessão do benefício, as maiores notas no ENEM ou no vestibular das instituições de ensino. Geralmente, uma das regras para conservar a bolsa até o final do curso é a necessidade de conquistar boas notas nas disciplinas que serão cursadas e manter uma boa frequência nas aulas.

Se a sua escolha foi pelo Fies, lembre-se de que esse é um programa que facilita o acesso de jovens de famílias com baixa renda ao curso superior na rede privada e, por essa razão, é preciso haver comprometimento e seriedade com as regras do financiamento e com os estudos.

Isso porque o programa de financiamento estudantil possibilita aos estudantes escolherem o curso desejado entre universidades conceituadas no mercado a fim de garantir a qualidade do ensino e proporcionar para muitos o primeiro passo para uma carreira de sucesso.

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